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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2010 - O ano em que aprendi...

Fim de ano é aquela época estranha, na qual um cínico sabe que nada muda, e ainda assim, todos pensam no que pode ser diferente, e mesmo sabendo que não vai ser, a não ser que haja um esforço próprio mastodôntico, ou um milagre.


Uma época tão boa quanto qualquer outra para se parar, pensar e ver o que está acontecendo de errado. Ainda assim, as comemorações sobre o fato, junto com a data em si, tornam esse período o ideal para um pequeno balancete da vida.


No geral, eu não gostei de 2010. Foi um ano tenso para mim, ano de acabarem coisas que eu não queria que chegassem ao fim, ano de prorrogar coisas que eu adoraria que tivessem acabado... Ano de frustrações e redescobertas


Se for reclamar sobre o que me aconteceu esse ano, eu diria que seriam dois ou três assuntos, e dois deles nem tão relevantes para mim. Apenas um que ainda me dá um nó na garganta, e de vez em quando me torna um bêbado chato.


Então, eu acho que a melhor coisa a se fazer é focar não no que aconteceu, mas sim no que eu aprendi. Isso sempre ajuda.


A principal coisa que eu aprendi esse ano, é que a maioria do que me aconteceu, até certo ponto, começou como culpa minha. Minha e de mais ninguém. Pensar demais nas coisas acaba trazendo pontos irrelevantes a uma situação, o que acaba tirando o foco do real problema, e uma vez que isso acontece, pode ter certeza que irá te assombrar depois.


No final das contas, não é uma conclusão para ficar me martirizando, mas sim para me deixar mais atento ao que importa, e focar direito na próxima vez.


Eu experimentei a situação de fazer o que eu achava que era certo, apesar de ser exatamente o que eu não queria. Isso pode te destruir de diversas maneiras, porque o universo não vai te recompensar de maneira nenhuma. Se você não se recompor rapidamente e enxergar que, novamente, aconteceu desse jeito porque você quis fazer assim, não vai adiantar nada. Você só vai se deprimir a toa.


E mesmo magoado, eu sobrevivi. Aprendi a me recompor, ainda que aos poucos. Mas nessa eu contei com a ajuda de muita gente, de maneiras diferentes. E também magoei, da mesma forma que aconteceu comigo. Não sei se em maior ou menor grau, só sei que no fundo foi igualzinho, e por isso principalmente, sei o estrago que causei.


Sei também que vamos ficando calejados devido às coisas que nos acontecem. É complicado você perceber, mas uma vez que você queima a mão, não pega de novo na panela quente por baixo. Ainda assim, não acho que irei deixar de agir como faço normalmente. Talvez esteja deixando alguns comportamentos de lado, só que muito mais por viver em sociedade do que com uma pessoa em especifico.


O mais impressionante foi ouvir da pessoa que eu magoei uma frase que é atribuída ao Shakespeare (e que inspirou esse texto):

Aprendi que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-me de vez em quando. Mas eu preciso perdoá-la por isto.


O que eu não aprendi ainda foi perdoar. Não completamente. Mas em algum momento acabarei fazendo isso. Rancor também, mata a alma e envenena.


Uma coisa que eu redescobri esse ano, e que me ajudou bastante, foram os amigos. Nunca é bom se afastar deles, por qualquer motivo. Mas é muito gratificante ver que mesmo fazendo isso, eles estão lá, esperando quando você voltar. Sou muito grato quanto a isso, e espero mesmo poder retribuir a amizade à altura, quando o momento chegar.


Também aos novos amigos que eu fiz esse ano, bem vindos a esse clube seleto. São poucos, mas eu tenho um grande carinho por todos.


Aprendi que não dá pra viver só o hoje. Tem de se planejar para o amanhã. E isso não se trata de esperar a situação se estabilizar para começar a se preparar. Preparo pode ser feito aos poucos, desde que seja consistente e constante. Juntar grana, trabalhar, estudar, se socializar, tudo, é um investimento para o futuro. Longo prazo tende a conter menos riscos e um retorno razoável.


Aprendi a não encanar com certas coisas, aprendi a perceber alguns sinais do tipo "não é bom fazer isso, pelo menos não agora". Ultimamente, tenho aprendido a parar. Maneirar. Tomar uma coca entre uma dúzia de cervejas (esse é um bom exemplo).


Ainda assim, aprendi isso também fazendo da maneira errada. Mas, não foi um ano perdido. Ainda assim, a ultima coisa que eu aprendi é que o preço do aprendizado verdadeiro é beeem alto. As vezes, parece caro demais. Mas ainda assim, acabamos pagando, de um jeito ou de outro.


Só espero levar as coisas que eu aprendi para o próximo ano. E utilizá-las para não ter a sensação de um ano perdido, como esse me pareceu. Ainda assim, sei que vão acontecer cagadas ano que vem. Só espero que sejam novas, pois pretendo acertar agora que aprendi esses truques.


Mesmo assim, ainda bem que está acabando esse 2010 dos infernos.

Feliz ano novo a todos!

E para 2010, adeus, até nunca mais! E FUCK YOU VERY MUCH!

domingo, 17 de outubro de 2010

Encerrando ciclos

Retirado do blog do Paulo Coelho

http://paulocoelhoblog.com/2010/10/12/encerrando-ciclos/

Achei bacana, e sempre é bom compartilhar.


abre aspas:



Volta e meia aparece algum texto na internet que me é atribuido, como no caso abaixo. Até hoje, não consegui comprovar seu autor, de maneira que o transcrevo com modificações que julgo pertinente.
______________________________________

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final…
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.
Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu….
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor a fazer é deixar que elas realmente possam ir embora…

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.

Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.



fecha aspas

Thats all folks...See

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Eu tive um celular...



Não foi meu primeiro celular. Mas definitivamente foi o que eu mais gostei.

Ele tinha diversas características muito interessantes. No momento final da compra, não foi o top de linha, havia outras ofertas melhores. Porém rolou uma identificação, uma química. Ou eu achei mais fácil comprar aquele. Vai saber.

Fato é que foi uma compra por impulso. Todas essas compras por impulso nos levam a buscar motivos e justificativas para nos amarmos o produto. Esse não foi difícil. Era um celular fantástico. Tinha várias limitações na época, mas nada que realmente me afetasse ou eu não estivesse disposto a relevar ou agüentar.

Ele podia não saber fazer algumas coisas, como touch ou essas novas tecnologias de conexão 3G, mas era gostoso para conversar, mandar mensagem SMS e também era bonito para fotos.

E o tempo foi passando. A cada dia eu me afeiçoava mais ao celular. Ele era discreto, muito elegante. Pequenininho, do tamanho ideal. As funcionalidades dele eram muito fodas. Musica era com ele mesmo. E ainda ganhei acessórios massa, como fone e falantinho, que me possibilitava me divertir com som no carro sem rádio.

Eu andava para todo lugar com ele, e embora não fizesse nada de radical, cuidava dele com todo o cuidado.

Chegou ao ponto que eu me imaginava mais sem o celular. E não queria mais trocar. Embora sempre me impressionasse com os outros modelos, nunca foi o suficiente para me fazer sequer PENSAR em trocar. Era SMS toda a manha, cuidado com todo carinho e dedicação que eu poderia ter.

Mas, a vida vai levando a gente a lugares inusitados. E foi la que eu fui parar com meu celular. Em um lugar novo, uma festa. Uma micareta.
Foi uma novidade vivenciar essa experiência, então deixei o celular numa boa. Não fiquei segurando, mas não deixei largado por ai.

Mas eis que do nada, sem eu perceber, alguém havia levado ele de mim.
Percebi que havia perdido ele no meio da festa. Devia estar na mão um malandro qualquer, e eu fiquei la, parado no meio da muvuca, perdido, pensando no que fazer.

Como não tinha mais jeito, resolvi aproveitar um pouco da festa. Mas ficava pensando na perda, o que não deixou aproveitar a vida. E cada situação a qual eu passava que seria massa ter o celular, ele não estava lá.

Peguei alguns outros pra tapar o buraco. Um meu bem velho, e outros por ai...mas sempre faltava aquele tchans que o celular perdido causou.

Tive vários transtornos com a falta de celular. Pode ter sido um pouco libertador, mas ainda assim, eu era feliz com ele. Então não quis mais falar com ninguém por um tempo. E assim foi por um bom tempo.

Quem me conhecia me contatava por outros meios. Mas o celular foi uma perda chocante. E até não dar mais, eu fiquei sem um.

Chegou um momento que eu comprei outro. Oportunidades foram perdidas por causa dele, então, corri atrás de um.

Mas olha só como é a vida. A primeira coisa que eu procurei como critério, foi um que não me desse transtornos se eu o perdesse em qualquer lugar. Ou seja, a perda do celular ainda afetou a minha decisão. Um novo foi útil, aliviou o stress, mas não era a mesma coisa.

Agora estou aqui, com um celular muito útil, porem, obviamente, não é o que eu quero. Como pessoa teimosa, quero aquele ultimo, o que era meu. E ainda melhor é que ele saiu de linha. Não se encontra ele em qualquer lugar. Eita vidinha...

Ainda lembro desse celular. Quando quero tirar uma foto, ou ouvir um mp3. Quando quero um numero antigo perdido naquela agenda, ou um despertador que me conforte de manhã. Lembro principalmente pela capinha que ganhei com ele, da coca cola. (Ela me inspirou a fazer esse post, na verdade. Preciso bolar um uso pra ela).

E ele la, deve estar passeando na mão de um filho da puta, ou o marginal que afanou deve estar se aproveitando dele. Tomara que tenha queimado.

Para mim, agora este número encontra-se desligado, ou fora da área de cobertura. Torço para achar um melhor. Mas não vou me apressar em procurar. Lança um novo a cada mês.


Bom, thats all folks

sábado, 4 de julho de 2009

RPG Inocente

Aproveitando a abertura do RPGCon (que a chibi vai fazer uma cobertura exclusiva in loco, com fotos, já que o resto desse blog ta F$#@#$¨%#$¨% de grana), é interessante repassar um post elucidando, pelo menos ao publico leitor (para que dissemine isso mais tarde), os infames assassinatos que ocorreram "em nome" do RPG aqui no Brasil.

Não colocarem aqui (muito da) minha opinião sobre o jogo ou sobre os acontecidos, pois sou fã demais para isso, e por isso mesmo sinto que devo repassar. O texto fala por si só.

Para quem não conhece, uma descrição que consta em alguns lugares, o RPG é uma evolução do jogo de policia e ladrão, aonde a imaginação continua a rolar solta, apenas foram colocadas regras (e livros e mais livros de regras) para se dizer se o tiro que o policial disparou atingiu ou não o bandido.

Por favor, não interpretem que esse jogo envolve armas de verdade. O único material aconselhável e básico é "lápis, papel, borracha e um conjunto de dados estranhos". Se quiser exagerar, miniaturas bacaninhas.

mas, voltando ao assunto, o post de Marcelo DelDebbio, papa do RPG no Brasil, para que vocês entendam de uma vez por todas os mal entendidos que vitimaram o jogo que eu amo!

(PS: A imagem acima envolve altas doses de SARCASMO)



RPG Inocente
deldebbio | 02/11/2001

O RPG não influenciou NENHUM crime no Brasil

Carta aberta à mídia.

Peço a todos os jogadores de RPG que copiem este texto em seus blogs, sites, flogs, comunidades do orkut e onde mais puderem, pois não seremos mais usados como bodes expiatórios por delegados ineficazes, pastores evangélicos, vereadores oportunistas e jornalistas incompetentes.
O texto abaixo dá nome aos bois: às vítimas, aos assassinos e aos oportunistas que usaram os crimes para se promoverem. Chega de notícias distorcidas, incompletas e tendenciosas.

TERESÓPOLIS
Em 14 e 20 de Novembro de 2000, na cidade de Teresópolis (RJ), duas garotas de 14 (Iara dos Santos Silva) e 17 (Fernanda Venâncio Ramos) anos foram estupradas, torturadas e estranguladas com um intervalo de seis dias entre os crimes.
Sônia Ramos, 42, madrasta de Fernanda, a segunda vítima, levantou a suspeita de que as atrocidades pudessem estar ligadas ao jogo porque sua filha (a VÍTIMA, que NÃO jogava RPG) andava na companhia de outros garotos que jogavam GURPS e Vampiro (sua alegação se baseou no fato de que sua filha andava as voltas “com pessoas que se fantasiavam de vampiros”).
Inclusive a polícia chegou a prender injustamente um jogador de RPG, que não vou falar o nome porque o coitado era inocente e não merece ter seu nome publicado, mas que passou quatro dias na cadeia por causa deste absurdo.
O verdadeiro assassino das garotas foi preso após o 5o crime, depois da prisão do RPGista; era um cigano e NUNCA sequer passou perto de um livro de RPG.
A imprensa irresponsável, assim como no caso famoso da “Escolinha Base”, foi muito rápida em divulgar versões fantasiosas sobre o “jogo da morte”, mas NUNCA publicou uma linha sequer se desculpando com os 400.000 jogadores de RPG que foram ofendidos em sua moral e prejudicados diante da sociedade.

OURO PRETO
No dia 10 de outubro de 2001, Aline Silveira Soares viajou do Espírito Santo com sua prima e alguns colegas para Ouro Preto para participar da “Festa do Doze”, que é uma espécie de Carnaval fora de hora entre as faculdades da região, com R$40,00 e a roupa do corpo para passar três dias.
Segundo o laudo, Aline consumiu drogas durante o dia anterior ao de sua morte. Esta informação foi confirmada por diversas testemunhas que também participavam da festa, em Ouro Preto (testemunhas que foram solenemente ignoradas pelo delegado Adauto Corrêa após as investigações tomarem o rumo circence). Aline não tinha dinheiro e acreditou que conseguiria fugir do traficante sem pagar pela droga que consumiu, mas no dia de sua morte (14 de Outubro de 2001), foi abordada pelo criminoso no caminho de volta para a república onde estava hospedada (o cemitério fica exatamente no meio do trajeto entre o local da festa e a república). Testemunhas (que também foram ignoradas no inquérito oficial) disseram ter visto Aline conversar com um conhecido traficante da cidade na porta do cemitério algumas horas antes de sua morte.
De acordo com especialistas em crimes relacionados a drogas, Aline provavelmente teria se oferecido para ter relações sexuais com o traficante para pagar a dívida, pois as roupas da garota foram encontradas “cuidadosamente dobradas e dispostas ao lado do local do crime, sem nenhum indício de violência ou de coerção”. Aline tomou o cuidado de deixar suas sobre uma das lápides, dobradas com a jaqueta por baixo, para que não sujassem.
Ainda segundo o laudo oficial da perícia técnica, durante a primeira facada que Aline recebeu, o corpo estava na posição acocorada, popularmente conhecida como “de quatro”. Segundo especialistas em crimes de estupro, o traficante provavelmente teria tentado obrigar Aline a realizar sexo anal, que possivelmente foi rejeitado pela garota, resultando no primeiro golpe com a faca. O traficante, tendo ferido Aline seriamente, não viu alternativa a não ser terminar de matá-la. Para disfarçar, o assassino colocou o corpo de Aline em posição deitada sobre a lápide (pelas fotos da perícia e rastros de sangue, pode-se atestar que o corpo foi movido APÓS a sua morte) para tentar atrapalhar as investigações.
Quando o corpo foi encontrado, os policiais começaram as investigações pelos locais em que Aline se hospedou e em uma das repúblicas foram encontrados alguns livros de RPG, que o delegado, evangélico confesso, classificou como “material satanista”. A partir disto, um vereador oportunista chamado Bentinho Duarte (sem partido) viu nisso uma chance de se promover realizando terrorismo psicológico e, junto com o Promotor Fernando Martins (conhecido por ter tentado proibir a distribuições de jogos como Duke Nuken e Carmagedon), moveu ação contra as empresas Devir Livraria e Daemon editora tentando a proibição de 3 títulos (Vampiro: a Máscara, Gurps Illuminati e Demônios: a Divina Comédia).
Resumindo: um crime que não teve nada a ver com RPG, mas sim com DÍVIDA DE DROGAS resultou até agora na prisão de 4 garotos injustamente (que NÃO são jogadores de RPG, fato comprovado pela mãe da vítima em depoimento ao vivo na rede Bandeirantes de TV) e um completo show de aberrações e absurdos na mídia.

GUARAPARI
Polícia Civil do Espírito Santo prendeu, na noite de 12 de Maio de 2005, dois acusados pelo assassinato do aposentado Douglas Augusto Guedes, da mulher dele, a corretora de imóveis Heloísa Helena Andrade Guedes, e do filho do casal Tiago Guedes, em Guarapari. Os corpos dos três foram encontrados amarrados e deitados em camas no dia 5 de maio. Na mesma data, eles foram sepultados.
O delegado da Divisão de Homicídios de Guarapari, Alexandre Linconl, evangélico, disse ao Portal Terra que os assassinos MAYDERSON DE VARGAS MENDES, 21 anos, e RONALD RIBEIRO RODRIGUES, 22, confessaram que eles mataram a família motivados pelo jogo, mas essa “confissão” não ocorreu imediatamente após o crime.
O crime que Mayderson e Ronald cometeram é o de LATROCÍNIO QUALIFICADO E PREMEDITADO, ou seja, mataram para roubar de uma maneira cruel e sem dar chance de defesa às vítimas, com premeditação. Esse é um crime hediondo, sendo julgado e condenado diretamente por um juiz criminal. Ambos os acusados já tinham ficha criminal (ambos estão respondendo processo por Porte ilegal de Arma).
O que o advogado de defesa da dupla estava fazendo era alegar que eles cometeram o crime influenciado pelo jogo e, com essa ação, tentar reverter o crime para Homicídio Simples, baseado no tal jogo que ninguém sabe o que é. Com isso, os assassinos iriam para um júri popular, que poderia ser muito bem influenciado por todo esse novo circo que a mídia sensacionalista armou e, jogando a culpa em cima do RPG, poderia até inocentar os “pobres coitadinhos vítimas do jogo” Mayderson e Ronald…
O que tem de ficar bem claro é o seguinte: os criminosos entraram na casa, apontaram armas para Tiago e sua família, doparam a família sob a mira do revólver, levaram o garoto até o caixa eletrônico onde roubaram R$ 4.000,00 de sua poupança e depois executaram friamente a família com tiros na cabeça, para não serem reconhecidos. A história do “RPG” só apareceu dois dias depois que os assassinos foram capturados pela polícia, sob orientação do advogado de defesa da dupla.
É bom lembrar, já que a mídia “esqueceu”, que, graças à intervenção da Daemon Editora e da conversa de Marcelo Del Debbio, escritor especialista em Role Playing Games, com o delegado de Guarapari ao vivo em uma entrevista na Rede Bandeirantes de TV, o advogado de defesa da dupla abandonou o caso, deixando os dois criminosos sem advogado à espera de um defensor público.

Com estes textos, podemos começar a nos defender dos três falsos “crimes do RPG”. Já está na hora destas informações serem passadas para jornalistas sérios que queiram nos ajudar a fazer a verdade aparecer.


sexta-feira, 19 de junho de 2009

Procurar Trabalho é um Trabalho e dá Trabalho

Por José Augusto Minarelli
Presidente da Lens & Minarelli Associados


Se você nunca foi demitido, fique alerta: a experiência de ser desligado de uma empresa está longe de constituir uma exceção, como acontecia em um passado não tão distante. Ainda que continue gerando desconforto, receio, insegurança e aquela desagradável sensação de soco no estômago, a demissão é uma realidade cada vez mais presente na vida dos profissionais, independentemente de quão capacitados eles sejam. O cenário muda, os projetos se transformam e, de repente, aqueles que se encaixavam em uma determinada conjuntura deixam de ser o perfil mais indicado. Claro, problemas de desempenho também ocorrem. A diferença é que, hoje, uma boa performance já não é condição suficiente para assegurar o emprego.

A crise que aí está exemplifica bem a situação. Empresas de diferentes setores substituíram o foco expansionista pela ênfase a controles, eficácia operacional e redução de custos. A mudança de ótica causou impacto nas competências requeridas pelo negócio, fato que vem provocando um intenso movimento de troca de profissionais nas esferas mais altas da estrutura organizacional. Some-se a isso a suspensão e o adiamento de projetos, motivo de outras tantas baixas, e obtém-se um mercado de trabalho repleto de bons profissionais, o que acirra a disputa pelas escassas oportunidades que surgem.

A lei da oferta e da procura é implacável, reafirmando a importância de buscar formas de se diferenciar da multidão. Como sempre, a postura diante dos desafios da vida faz a diferença. Quem vivencia um período de transição de carreira sabe bem a dificuldade que é encontrar ou procurar pessoas e ter de enfrentar uma simples pergunta: “o que você anda fazendo?” Em geral, a resposta vem recheada de justificativas, queixumes ou, ao contrário, de um discurso ensaiado e formal, que peca no quesito credibilidade. Poucos são os que dizem “estou trabalhando em um projeto especial”, respaldados por um consistente projeto pessoal de busca de novas oportunidades de reinserção no mercado.

Costumo dizer que procurar trabalho dá trabalho e exige dedicação em tempo integral, além de muitas horas extras. Até para obter uma ajuda efetiva do nosso networking, temos de fazer corretamente a lição de casa, definindo com clareza nossas metas e objetivos. Qual o cargo ou a atividade que desejamos exercer? Em que ramos de atividades podemos ou queremos atuar? Quais nossas preferências no tocante a porte da organização, origem do capital, localização? Quando temos em mente esses aspectos nos habilitamos a fazer uma lista de empresas-alvo e, conseqüentemente, de pessoas-chave para realizar nossos intentos.

Ajudar nossos contatos a nos ajudar é um dos desafios a ser considerado. Parece incrível, mas quando alguém perde o emprego acaba pressionado socialmente pelos pedidos de currículos por parte de familiares, parentes, amigos e conhecidos. A intenção é boa, ainda que inócua na maioria das vezes. Sem maiores detalhes sobre o projeto de reinserção, os elos do networking têm pouco a fazer. Com certeza, você mesmo já esteve na posição de querer colaborar para a recolocação de alguém. O que fez com o currículo dessa pessoa? Se a correria do cotidiano não o sufocou, você pode até ter passado a informação adiante, quem sabe com uma recomendação pessoal. O documento, no entanto, possivelmente caiu na vala comum, juntando-se a outros tantos que circulam nesses tempos de escassez de ofertas.

Assertividade e atitude proativa são fundamentais para ampliar suas possibilidades. Trabalhe seu projeto, especificando os objetivos com a máxima clareza. Ao fazer networking, mostre sua lista de empresas e pessoas-alvo, realizando assim uma espécie de pesquisa estimulada. Seu interlocutor poderá, na hora, identificar acessos possíveis e lhe fornecer o caminho das pedras. Terá chances até de fazer conexões que você desconhece, ampliando o leque de alternativas.

Lembre-se: a vida é dinâmica e nem sempre nos lembramos de atualizar as pessoas quanto aos nossos progressos, às mudanças de perfil, às novas competências e habilidades adquiridas. Tudo isso tem de fazer parte do plano de marketing do seu passe-livre – sem dúvida, seu principal e mais urgente projeto de trabalho no momento atual.


Chibi diz: E como dá trabalho hein !! Boa sorte a todos!!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

MAFAGAFOS?

Um tempo atrás falei das cotovias, e de uma dos detalhes de funcionamento do meu cérebro sem nexo.
Relendo o blog aqui me lembrei de outra espécime rara de pássaro da qual só ouvia o nome mas nunca havia visto.

O Mafagafo!

Um pássaro certeza que é um pássaro, afinal o próprio trava-lingua fala do "Ninho de mafagafos".

Achei que era, e achei errado!
(Ó duvida cruel)

Comecei desconfiando disso quando fui procurar uma imagem do bichinho, e só encontrei Domo-kuns. Só com essa já vi que minha certeza adquirida na infância foi pro bebeléu.
Insisti mais um pouco na busca, então adquiri uma nova certeza. Mafagafos são é um personagem folclórico! (antes tarde do que nunca).

Nunca havia parado para cogitar sobre a existência de tal espécie, para mim ela existia e pronto, achava totalmente plausível isso, afinal os mafagafos tinham um ninho! Sempre sobe que sacis não existiam, mas nunca havia em questionado sobre mafagafos. Fui vitima do trava-lingua, e da minha mente insana!

Maldito trava-linguas.

Outra curiosidade:Por que chamar Domo-kuns de Mafagafos?Afinal de contas, diferente dos Mafagafos, os DOMO-KUNS SÃO REAIS (e matam gatinhos se vc se masturbar).



Segue o trocadilho na versão FULL, hoho. Esta ai o desafio.


"Num ninho de mafagafos, cinco mafagafinhos há, quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será."
"Lá em cima do morro tem um ninho de mafagafo com cinco mafagafinhos, quando a mafagafa guinfa os cinco mafagafinhos guinfam também"
"Um ninho de mafagafos, com sete mafagafinhos. Quem os desmafagafizer, bom desmafagafizador será."
"Um ninho de mafagafa, com sete mafaguifinhos. Quem a conseguir desmafagafizar, um bom desmafagafizador será."
"Quem amafagafar mafagafinhos, bom amafagafigador será"
"Em um ninho de mafagafos tinham 7 mafagafinhos. Quando a mafagafa canta, cantam os 7 mafagafinhos."
"Em um ninho de mafagafos tinham 26 mafagafinhos. Toda vez que um mafagafo guifa, guifam todos os 26 mafagafinhos."
"Em um ninho de mafagafos tinham 10 mafagafinhos. Quem vai os desmafagafizar?
"Num ninho de mafagafos há 7 mafagafinhos. Quem os desmafagafizar primeiro, bom desmafagafizador será."

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

TA DEPRÊ? RELAXE....EXISTE GENTE PIOR!!


Devido ao IMENSO sucesso comentado pela mídia da Jovem Pop-Star Beatnick Hype de musicas indie-cabeça alternativas, a menina prodígio, Mallu Magalhães, eu fiquei curioso e fui ver algumas reportagens sobre ela, entrevistas e tal, para ver se ela merecia minha atenção.

Tal foi minha surpresa (e a do Storm também quando mostrei a ele), que mais uma vez, uma celebridade OCA se lança ao estrelato. Depois de pensar muito em que tipo de manifesto fazer, chegou ao meu conhecimento o vídeo abaixo, no qual ela mesma se ridiculariza...





Em virtude de um misto de vergonha alheia e felicidade pelo fato de uma mentira não durar por muito tempo, eu encho o pulmão para anunciar a campanha de auto-ajuda que essa menina inspirou:





segunda-feira, 22 de setembro de 2008

MOTIVAÇÃO

Lembrei, depois de algumas conversas com a (por enquanto futura) Sra. Underleine Wolf, que sempre fiquei curioso sobre fortes motivações...das que levam uma pessoa a perseguir sonhos, superar seus limites, vencer distancias...

Devo dizer que passei umas situações traumaticas (mas não graves...apenas de afetar o orgulho) que me motivaram a dar um jeito drástico nas coisas.
O que me fez lembrar de uma das minhas leituras semanais, um mangá (brilhantemente) escrito por Eichiro Oda entitulado "ONE PIECE".

Como eu costumo fazer com mangás em geral, depois da 300º vez que eu o leio, esqueço a ambientação em si, e presto atenção nos personagens, estrutura narrativa, fluidez da historia (tudo que eu tenho cacife de amador para analizar).
Todos os personagens do mangá, são jovens que tiveram, no decorrer de sua infancia, um (ou vários) eventos traumatizantes que moldaram suas personalidades e os fizeram seguir para atingir determinado objetivo, que seria a premiação da superação de seus limites...eu diria, o topo da montanha...

O que me intriga mais nesse tipo de historia, sempre foi a continuidade da aventura....após voce atingir o objetivo, chegar ao topo, fazer tudo o que tinha que fazer, o quer fará? Entrara em depressão?


Eu diria que aerosmith respondeu bem isso em "amazing", dizendo que a vida é uma jornada, e não um destino, que é melhor se valer de uma filosofia carpe diem nessas situações, vivendo um dia de cada vez, e um melhor que o outro, pois no final, voce sempre terá o amanha para viver e superar!

.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

QUALQUER DOWNLOAD AGORA VAI DAR CADEIA!


Qualé a das pessoas que não sabem do que estao falando que adoram fazer regras estupidas?

Acho que, na verdade, seja exatamente isso...quem sabe do que esta falando, normalmente tem um EMPREGO ou qualquer função relevante que a mantenha ocupado e não o encoraje a ter ideias idiotas...

Antes que eu continue, vamos nos explicar:
Um dos "genios" do legislativo, phd em fisica nuclear auxilia na brilhante administraçao do nosso pais, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), aprovou no dia 09/07 (provavelmente aproveitando o feriado aqui em sampa pra pouca gente realmente perceber e reclamar) um projeto de lei (Projeto de Lei Substitutivo ao PL da Câmara nº 89, de 2003, e Projetos de Lei do Senado nº 137, de 2000, e nº 76, de 2000) que diz basicamente o seguinte:

o download e troca de arquivos será proibido, caso não tenha autorização expressa do titular do mesmo. Nem precisa falar que uso de P2P e upload de vídeos para o Youtube sem uma licença clara de distribuição também servirão para que o usuário comum de internet corra o risco de ver o sol nascer quadrado. Uso de imagens em sites e blogs também serão altamente restringidos (retirado do jovemnerd)

Basicamente, qualquer coisa que seu browser EXIBA sem autorização, sera motivo para te mandar pro xilindró...
Andar com Musicas ou arquivos no Mp3 então? CRIMINOSO!

A maneira como foi redigida a lei demonstra a falta de qualquer conhecimento sobre o assunto, como a maioria das coisas aqui.

Como diria meu velho, as leis só servem para criar mais criminosos.

Vale lembrar que ja tivemos alguns projetos de lei brilhantes no mesmo modelo, como o Projeto de Lei 6741/06,apresentado pelo deputado Nilson Mourão (PT-AC), que dizia que a dublagem para a língua portuguesa das obras cinematográficas produzidas em idioma estrangeiro e exibidas comercialmente no País poderá tornar-se obrigatória


Graaaaandes projetos completamente relevantes para o povo que passa fome, nao tem educação e ta sofrendo com a volta da inflação, pra nao citar corrupção ou qualquer outra merda!


Ja assinei a petição contra esse projeto de lei esdruxulo, e convido voces a fazer o mesmo!
Assine
aqui a petição contra o novo projeto de lei

Para saber mais sobre isso, veja os artigos
Blogosfera (da onde eu fiquei sabendo)
DIGITAL DROPS: Manifesto Contra o Projeto de Lei que Transforma Internautas em Criminosos
JOVEMNERD: Manifesto tenta impedir que internautas virem criminosos

Resumo e acompanhamento do projeto:
acompanhe essas merdas no senado.gov e no denunciar.org

WAY TO GO, KENOBI...

Espero que isso motive nossa geração
"não-manifestante" a se manifestar e limpar essa corja mensalista que esta la...mas isso é opinião para outro post...uma revolta por vez!



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